segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Fé?

É como se eu sentisse que as coisas finalmente começavam a andar. Um sentimento deveras confuso, que não me dava certeza de nada a não ser do intuito em confiar-lhe as rédeas momentâneas.
Chamariam-o de esperança? É provável. Um nome um tanto quanto clichê e perdido, que perdeu-se em popularizações, falsos entendimentos e modismos. Não a chamo de fé, não acredito que seja digna de tão pouca dignidade. "A fé é querer ignorar tudo aquilo que é verdade", e não, eu não quero. Descrença, uma esperança com uma pitada de descreça. Aquela enorme vontade de voar, mas a consciência sempre vem e me belisca. Quero acreditar mas não quero fugir, e sim, eu sei, você sabe e nós sabemos que fugir é mais fácil. Fugindo dos problemas não se encontra as soluções, são como buracos sem finalidades, fugindo um dia perceberás que sua vida não passa de um enorme, escuro, frio e vazio buraco. Mas as soluções não nos vem como nos vem as idéias e pensamentos, elas vem por trás e nem sempre estão assim, tão evidentes. Crie-as. Elas existem e as faça aparecer. Não fuja. Resista. Resista com dificuldades mas resista. Lembre-se que uma simples fração de segundo em fraqueza te complica, ou te salva. E não crie esperanças, elas são fragmentos de fé, onde você é o estúpido e ela é quem te engana.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Vida?

O significado da palavra vida embaçava-se menos quanto antes, por mais que ele nunca esteja completa e claramente visível, ela se perdia em pérfidas esperanças de um dia entender-se.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Me mato e faço-me viver

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007


sick boy
teaching me how to become his female sickness

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Estúpida

Não consigo me manter constante
E acredito nunca conseguir
Estúpida em agir por impulsos
Estúpida em não achar isso tão anormal assim

Voltando aos não tão velhos tempos de fúria
Acho que prefiro a indiferença
Acho que prefiro mudar
Constantemente
Mas não consigo me manter constante
E acredito nunca conseguir

De repente percebo que ninguém vê
Não há para onde ir
Ainda não tenho planos, não tenho idéias
E é aí que entra o impulso
Estúpida