segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Fé?

É como se eu sentisse que as coisas finalmente começavam a andar. Um sentimento deveras confuso, que não me dava certeza de nada a não ser do intuito em confiar-lhe as rédeas momentâneas.
Chamariam-o de esperança? É provável. Um nome um tanto quanto clichê e perdido, que perdeu-se em popularizações, falsos entendimentos e modismos. Não a chamo de fé, não acredito que seja digna de tão pouca dignidade. "A fé é querer ignorar tudo aquilo que é verdade", e não, eu não quero. Descrença, uma esperança com uma pitada de descreça. Aquela enorme vontade de voar, mas a consciência sempre vem e me belisca. Quero acreditar mas não quero fugir, e sim, eu sei, você sabe e nós sabemos que fugir é mais fácil. Fugindo dos problemas não se encontra as soluções, são como buracos sem finalidades, fugindo um dia perceberás que sua vida não passa de um enorme, escuro, frio e vazio buraco. Mas as soluções não nos vem como nos vem as idéias e pensamentos, elas vem por trás e nem sempre estão assim, tão evidentes. Crie-as. Elas existem e as faça aparecer. Não fuja. Resista. Resista com dificuldades mas resista. Lembre-se que uma simples fração de segundo em fraqueza te complica, ou te salva. E não crie esperanças, elas são fragmentos de fé, onde você é o estúpido e ela é quem te engana.

1 Comentários:

Blogger Unknown disse...

há!
fé?

mtos só vivem dela :S

poucos tem ousadia de dispor tão friamente de algo que amortece dores, tapa buracos...

gostei do post. interessante sua visão sobre fé ethelzita x)
resumiu de forma categórica no final a babaquice que é se vender a solução mágica que a fé oferece.

17 de dezembro de 2007 às 20:15  

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