quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Isto é o que a vida faz com a gente

Nada a dizer que Bukowisky não o faça melhor.
Mudando, aos poucos. Mas mudando.

"Eu dirigia pela Sunset, no fim de uma tarde, parei num sinal, e num ponto de ônibus vi uma ruiva tingida com um rosto brutal destroçado, emopoado, pintado, que dizia "isto é o que a vida faz com a gente". Eu podia imaginá-la bêbada, gritando com algum homem do outro lado da sala, e fiquei feliz por esse homem não ser eu. (...) Tudo bem. (...)
Você sabe que são as pessoas excepcionais que fazem o mundo girar. Elas mais ou menos fazem o mundo girar pra gente, enquanto a gente fica sentado sobre o rabo. (...). Camus escrevia como alguém que acabou de concluir um lauto de jantar de bife com batatas e salada, e depois enxaguou com uma garrafa de bom vinho francês. A humanidade podia ter andado sofrendo, mas ele não. Um sábio, talvez, mas Henry preferia alguém que gritasse quando se queimasse. (...)
Só os vivos fedem, só os agonizantes fedem, só os podres fedem. A morte não fede. Carne é carne, dor é dor. (...)
Era só dar quatro paredes a alguém que ele tinha uma chance. Nas ruas, nada se podia fazer. (...) Todos vocês, escritores, vivem chorando na miséria. Talvez a miséria tenha chegado. Não se pode viver da própria alma. Experimente fazer isso um dia. Os escritores são prostitutas, pensou, os escritores são as prostitutas do universo.
Eu estava morando com essa garota em Malibu. Ela me vestia bem, me alimentava. Me deu um chute. Agora estou morando num chuveiro. (...) Ela chegava, eu dizia "Oi, Lynne, eu levei seu cachorro pra um passeio". Aí ela sorria. Gostava disso. (...) Agora estou firme com Lu. Nossa, pensou, sou fiel. Nossa, pensou, sou um cara legal. Nossa. (...) Como se não amar as pessoas fosse algo que revelasse uma imperdoável deficiência espiritual.
Durante trinta anos eu quis ser um escritor, e agora sou um escritor, e que é que isso significa? (...) As pessoas simplesmente se acomodam com as coisas, como o emprego. As pessoas simplesmente se acomodam com as coisas. Acontece.
Uma vez me perguntaram...
- Qual é o impulso que faz você criar um poema?
- Que é que faz você dar uma cagada?
E outra, disseram.
- Eu acho que você é louco.
- Achavam que Joana D'arc era louca.
Estendeu-se na cama, pleno, em sua inglória.
A seguir viria a morte, a morte estava sempre ali. Bem, todos morremos um dia. É simples matemática. Tudo morre cagando.

O telefone tocou. Era sua namorada."

- BUK

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

just a headache

Eu não consigo tirar a idéia de isolamento da minha cabeça, é algo que vem se mostrando presente em todos os meus últimos 90 dias.

Importuna.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Perdida em mim mesma

Não me estranhe, já perdi a minha essência há muito tempo.
Vou vivendo, me esquivando dos meus interesses.
Atalho o maldito prenúncio, persevero a bendita solidão.
E para os que não creêm, ainda consigo ser derrotada pela indiferença :)

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Running, running away of my problems.

I just keep running away of my problems.
Quanto mais deles, melhor. Afinal, são mais desculpas, mais escapes, mais atalhos, uma mesma carona.
Quanto mais fácil, melhor. Afinal, quem é que não gosta de facilidade? Não me diga que os mais fáceis são os menos confiáveis. Uau, eu gosto de facilidade, eu não sou fácil, nem confiável...
Fugir pra mim é a solução, até que eu encontre outra, né. Mais difícil, que seja. "É a vida". E os momentos de dificuldade são os menos bem-vindos.
Ás vezes eu vou dormir pensando em como salvar o mundo, em mudanças, em produtividade, em algum certo momento até traço metas! Mas não adianta, eu sempre acordo de manhã do mesmo jeito (...)